Anedota: Há mais de dois mil anos o homem pratica a arte de persuadir e de convencer
"A retórica clássica, na Grécia, era vista como a arte de convencer e persuadir por meio da palavra, fosse escrita, fosse falada. A partir do séc. V a.C. floresceram os sofistas, verdadeiros especialistas na arte de convencer, que se tornaram os primeiros professores de retórica e autores dos primeiros manuais que se conhecem sobre o assunto. Nomes famosos como Protágoras, Górgias e Hípias atraíam grandes massas de interessados em ver seu gênio oratório. Com a demanda de alunos interessados, os sofistas começaram a desenvolver técnicas para desorientar os adversários e defender qualquer ponto de vista, mesmo que fosse absurdo. O objetivo primeiro passou a ser a vitória no debate, não importando que, para isso, fossem usadas construções ambíguas, paradoxos lógicos e figuras de linguagem deliberadamente confusas. Para demonstrar sua maestria, alguns chegavam a proferir discursos em que provavam primeiro um lado, depois o lado contrário, de uma questão controvertida; outros aceitavam o desafio de discutir qualquer tema, mesmo desconhecido, de improviso, baseados apenas no domínio da palavra e estratégias de confundir e enganar".
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A seguir, veja o que aconteceu a um aprendiz de sofista e seu professor:
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Sofistas no Tribunal
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Conta a lenda que Córax - filósofo que teria escrito o primeiro tratado de retórica - foi procurado por Tísias, um jovem rico, brilhante e ambicioso, que queria aprender a arte da retórica para ter sucesso na vida pública. Para se assegurar que receberia um ensino de qualidade, Tísias propôs um contrato que estipulava uma forma curiosa de pagamento: Córax só receberia por suas lições se Tísias vencesse sua primeira causa; se perdesse, o aluno nada precisaria pagar. Coráx, confiando em sua capacidade, aceitou o contrato sem hesitar.
No entanto, quando o treinamento terminou, Tísias não procurou causa alguma para defender, e recolheu-se ao ócio que sua fortuna permitia. O tempo passava e Córax percebeu, que, desse jeito, nunca iria receber por seu trabalho. Logo, chegou o dia em que Córax perdeu a paciência com seu ex-aluno e ameçou processá-lo. Tísias então se adiantou e entrou com uma ação em que acusava Córax de não ter cumprido o contrato.
- Eu nada lhe devo, porque ele pouco me ensinou do que eu esperava aprender. Este é o meu primeiro processo; se os senhores decidirem que a razão está com Córax, eu perco.
E não preciso pagar nada, porque assim ficou estipulado contratualmente. Se, no entanto, os senhores decidirem que a razão está comigo, eu ganho a causa e não preciso pagar nada, como alego. Quer a decisão deste tribunal favoreça Córax, quer a mim, eu não tenho nada a pagar.
Sem se perturbar, Córax então respondeu:
- Ensinei a Tísias tudo o que sei sobre retórica, com a condição de que ele me pagasse no dia em que vencesse sua primeira causa, que é esta. Se ele vencê-la, isso vai provar que foi bem treinado e, de acordo com o contrato, deve me pagar. Se, no entanto, ele perder a causa, é porque os senhores consideraram absurda a alegação de que não me deve nada; e ele terá de me pagar. Qualquer que seja a decisão, senhores, eu vou receber.
A lenda não registra qual foi a decisão do tribunal. Uma das versões se limita a dizer que os juízes, declarando que de ave ruim não pode vir ovo bom, expulsaram os dois do tribunal.
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Bom, espero que tenham gostado; eu tenho fascínio por essa arte e tenho pesquisado a fundo sobre isso.
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Aqui me despeço. Um abraço.
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Sofistas no Tribunal
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Conta a lenda que Córax - filósofo que teria escrito o primeiro tratado de retórica - foi procurado por Tísias, um jovem rico, brilhante e ambicioso, que queria aprender a arte da retórica para ter sucesso na vida pública. Para se assegurar que receberia um ensino de qualidade, Tísias propôs um contrato que estipulava uma forma curiosa de pagamento: Córax só receberia por suas lições se Tísias vencesse sua primeira causa; se perdesse, o aluno nada precisaria pagar. Coráx, confiando em sua capacidade, aceitou o contrato sem hesitar.
No entanto, quando o treinamento terminou, Tísias não procurou causa alguma para defender, e recolheu-se ao ócio que sua fortuna permitia. O tempo passava e Córax percebeu, que, desse jeito, nunca iria receber por seu trabalho. Logo, chegou o dia em que Córax perdeu a paciência com seu ex-aluno e ameçou processá-lo. Tísias então se adiantou e entrou com uma ação em que acusava Córax de não ter cumprido o contrato.
- Eu nada lhe devo, porque ele pouco me ensinou do que eu esperava aprender. Este é o meu primeiro processo; se os senhores decidirem que a razão está com Córax, eu perco.
E não preciso pagar nada, porque assim ficou estipulado contratualmente. Se, no entanto, os senhores decidirem que a razão está comigo, eu ganho a causa e não preciso pagar nada, como alego. Quer a decisão deste tribunal favoreça Córax, quer a mim, eu não tenho nada a pagar.
Sem se perturbar, Córax então respondeu:
- Ensinei a Tísias tudo o que sei sobre retórica, com a condição de que ele me pagasse no dia em que vencesse sua primeira causa, que é esta. Se ele vencê-la, isso vai provar que foi bem treinado e, de acordo com o contrato, deve me pagar. Se, no entanto, ele perder a causa, é porque os senhores consideraram absurda a alegação de que não me deve nada; e ele terá de me pagar. Qualquer que seja a decisão, senhores, eu vou receber.
A lenda não registra qual foi a decisão do tribunal. Uma das versões se limita a dizer que os juízes, declarando que de ave ruim não pode vir ovo bom, expulsaram os dois do tribunal.
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Bom, espero que tenham gostado; eu tenho fascínio por essa arte e tenho pesquisado a fundo sobre isso.
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Aqui me despeço. Um abraço.
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